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NotíciasServidores da Eletroconstro protestam na Câmara de Várzea Grande após rescisão contratual

Servidores da Eletroconstro protestam na Câmara de Várzea Grande após rescisão contratual

Dispensados após rescisão contratual da Prefeitura, trabalhadores da Eletroconstro lotaram o plenário em busca de apoio e garantia de seus direitos.

25/09/2025 - 11:50

Na sessão ordinária desta terça-feira, 23 de setembro, a Câmara Municipal de Várzea Grande recebeu dezenas de servidores da empresa Eletroconstro, que protestaram no plenário após serem dispensados sem receber as rescisões trabalhistas. A dispensa ocorreu depois que a Prefeitura rescindiu de forma unilateral o contrato com a empresa, sem realizar novo processo licitatório e sem repassar valores em atraso.

Segundo os trabalhadores, a administração deixou de efetuar pagamentos nos últimos meses, o que comprometeu o acerto dos funcionários. A situação mobilizou os parlamentares, que se manifestaram em defesa da categoria e cobraram providências imediatas do Executivo.

Diversos vereadores classificaram a medida como precipitada e injusta. Foi lembrado que o contrato venceria em novembro e que a rescisão, feita em setembro, deixou mais de 150 famílias sem garantias trabalhistas.

“É inaceitável romper um contrato com meses de atraso no repasse da Prefeitura e jogar a responsabilidade apenas sobre a empresa, quando quem sofre é o trabalhador”, disse Rogerinho.

Na mesma linha, Cilcinho e Rosy Prado ressaltaram a necessidade de assegurar que os servidores sejam absorvidos por qualquer nova prestadora.

Outro ponto destacado foi a substituição por empresas de fora. Jero Neto questionou a entrada de prestadoras de outros estados, enquanto Galibert alertou que a interrupção do contrato compromete a continuidade de um serviço essencial, que não pode ser paralisado. Wender, por sua vez, criticou duramente a prefeita Flávia Moretti, afirmando que a decisão desrespeita não apenas os servidores, mas toda a população.

O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, reforçou que não serão aceitas “atas milionárias” e que o caminho correto é a realização de pregão eletrônico, “com lisura e transparência”.

Já Raul Curvo pediu sensibilidade da gestão, sugerindo a manutenção do contrato até o fim do ano ou a devida indenização dos trabalhadores. Alessandro Moreira, em aparte, defendeu a implantação do PCCS como medida estruturante de valorização do funcionalismo.

Gisa Barros apresentou um relatório técnico apontando vícios formais na rescisão unilateral, como ausência de notificação adequada e cerceamento de defesa. Para ela, a medida é “juridicamente questionável” e coloca em risco tanto os trabalhadores quanto a própria prestação do serviço público.

Caio Cordeiro lembrou que não se trata de defender empresas, mas sim os servidores, reforçando que a Prefeitura deve realizar licitações regulares, e não contratações emergenciais.

Samir Katumata encerrou sua fala destacando o peso do trabalho braçal e a urgência de uma solução concreta:

“É pesado o cabo da enxada. Não podemos permitir que 150 famílias fiquem sem salário. O incentivo maior do trabalhador é receber no fim do mês, e esse direito precisa ser garantido.”

Ao final, os vereadores reafirmaram que a Casa continuará acompanhando o caso, exigindo transparência da Prefeitura e defendendo os direitos dos trabalhadores da limpeza urbana, que seguem sem receber suas rescisões.

Assessoria de Comunicação – Câmara Municipal de Várzea Grande